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Presidente anuncia projeto inovador para o parque industrial

A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim reuniu os oradores do I e II Congresso Empresarial num jantar no Hotel São Félix.

O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, acompanhado pela Vereadora do Desenvolvimento Económico, Lucinda Amorim, pretendeu obter ideias para que o trabalho do Município possa ser ajustado às necessidades das empresas e, dessa forma, valorizar o emprego. O edil sublinhou que “sem vocês não existiriam Congressos, não existiria economia, nem negócios, não existiria a Póvoa de Varzim como a conhecemos e temos muito orgulho naquele que é o tecido empresarial do concelho”.

O objetivo do jantar era auscultar os empresários no sentido de aperfeiçoar o evento e também sobre como beneficiar os negócios na Póvoa de Varzim no próximo ano. Mas, havia uma novidade para dar aos empresários: a LIPOR pretende, em parceria com uma Universidade, criar uma incubadora tecnológica nos 60 hectares de terreno a nascente do Parque Industrial que lhe pertencem. “Se vendermos metros quadrados para armazéns ou mesmo para indústria não estaremos a fazer nada de novo. Por isso, a ideia é arriscar. Esta será uma incubadora diferente das habituais. Queremos criar uma incubadora de massa cinzenta que alavanque novos tipos de negócio e indústria. Se nos limitarmos a fazer o que já fazemos não vamos obter resultados diferentes. E nós queremos crescer. Temos que passar para um estágio diferente se nos queremos afirmar”. Aires Pereira afirmou que este é um projeto que pode fazer a diferença na Póvoa de Varzim.

Veja a fotogaleria.

Relembre o I e o II Congresso Empresarial da Póvoa de Varzim.

In: https://www.cm-pvarzim.pt/

Encontro marcado para a nova arena multiusos

Após dois dias de intenso trabalho, o autarca poveiro garantiu que a Câmara Municipal vai prosseguir a atual política de proximidade junto ao tecido empresarial concelhio, acompanhando o seu desenvolvimento e apoiando sempre que possível:

“O Congresso não acabou aqui. O presidente da Câmara Municipal, os vereadores e os nossos técnicos têm feito visitas às empresas do concelho e vamos continuar a fazê-lo. Este congresso vai estender-se no tempo, com a execução das conclusões do que aqui se passou ao longo destes dois dias”, vincou Aires Pereira.

Na sessão de encerramento, realizada ao final da tarde desta sexta-feira, o líder do executivo municipal deixou a promessa de que a terceira edição do encontro de empresários será realizada em 2020 já na nova arena multiusos que surgirá na actual praça de touros.

8º Painel: Liderança Feminina

Liderança feminina. Este foi o ponto de encontro de várias mulheres com provas dadas ao nível da gestão empresarial. Filipa Quintela, responsável pela execução de auditorias internas no Grupo Continente Hipermercados, e Patrícia Gonçalves, administradora da Gintegral, inserida no Grupo Monte, sublinharam o compromisso coletivo entre gestores e respetivas equipas como elos indissociáveis para o sucesso ao nível da liderança.

Numa mesa de debate moderada por Marina Sá Borges, representando a Associação das Empresas Familiares, Carina Pascoal, diretora financeira da Brincoloiça, Paula Faria, proprietária da Farmácia Faria, e Ivete Marques, sócia-gerente da Agrozim, abordaram as heranças familiares que, nestes casos, representam a liderança feminina – em unidades de negócio transmitidas geracionalmente.

7º Painel: Competitividade e Internacionalização

O penúltimo painel do Congresso Empresarial centrou-se nos parâmetros Competitividade e Internacionalização. José Vital Morgado, assessor do Conselho de Administração da AICEP, contextualizou o cenário macroeconómico do país, confirmando 18 trimestres consecutivos de crescimento e divulgando, a título meramente ilustrativo, que, apenas em 2017, o setor do turismo permitiu a injeção na economia nacional de 10,8 mil milhões de euros.

Ficou também claro, na voz de Pedro Vieira, codiretor de Pós-Graduação na Oporto Business School, que as empresas têm apostado, de forma transversal, na formação e na qualificação dos seus quadros. Para aquele especialista, faltará alargar essa política de formação a todos os departamentos e não apenas aos quadros intermédios e superiores.

Henrique Barros, CEO da Arch Valadares e Sérgio Vendeiro, administrador da MJ Vendeiro, abordaram outras questões relacionadas com a competitividade, colocando ênfase em vetores relacionados com a experiência prática obtida em contexto industrial e com a cada vez mais necessária diversificação das fontes de financiamento – para lá do sistema bancário convencional.

6º Painel: BNI – Networking Profissional

Networking preencheu toda a manhã do segundo dia do Congresso Empresarial da Póvoa de Varzim, promovido pela Câmara Municipal.

Ricardo Anselmo, diretor executivo do BNI Portugal e Brasil, desenvolveu uma apresentação genérica acerca das inúmeras potencialidades do networking, ao que se seguiu a realização de uma sessão de speed networking.

Terry Hamill, diretor nacional do BNI Portugal, assumiu posteriormente os trabalhos, continuando a aprofundar as mais-valias empresariais inerentes a esta instituição. Para tal socorreu-se de várias ferramentas geradoras de interação com o público presente.

Jantar/Conferência

O primeiro dia do Congresso Empresarial da Póvoa de Varzim encerrou com um jantar/conferência em que Emanuel Medeiros assumiu o protagonismo, numa conversa interativa com o público subordinada à temática do futebol e do desporto em geral.

Ao lado do jornalista Pedro Azevedo, que moderou a iniciativa, o CEO da Sports Integrity Global Alliance (SIGA) sublinhou a crescente dimensão da indústria que envolve o desporto-rei, num cluster económico à escala mundial.

 


“Mais do que o desporto, há uma indústria associada como a das apostas desportivas, por exemplo, avaliada em 2/3 triliões de dólares”, num volume financeiro que, por si só, “representará muitas ameaças, mas também oportunidades”, disse Emanuel Medeiros, alertando para a “necessidade de reforçar a regulação e supervisão, evitando a infiltração de agentes económicos nesse contexto”.

5º Painel: Ambiente e Agricultura

Garantir a neutralidade carbónica até 2050, será a meta a atingir no contexto da agricultura, numa estratégia que terá, necessariamente, de enfrentar o novo cenário climatérico que envolve o globo terrestre.

A investigadora Ana Monteiro e o fundador da Agroges, Francisco Avillez, lançaram um conjunto de alertas que deverão ser tidos em conta para que esse desígnio possa ser concretizado – minimizando aspectos relacionados com a sustentabilidade empresarial na área da agricultura.

Combater a crescente concentração na atmosfera de gases com efeito de estufa, com origem neste setor de atividade, afigura-se como um desafio difícil, mas possível. Quase sem expressão ao nível de produção de CO2, a ação dos empresários agrícolas terá de centrar-se na redução dos elevados níveis de emissão de metano (setor animal) e óxido nitroso (setor vegetal).

4º Painel: Economia do Mar

O desenvolvimento de uma rede interligada de Estações Náuticas em Portugal centrou grande parte da temática subordinada à Economia do Mar.

Francisco Beirão, Rui Azevedo e António José Correia – representantes do Fórum Oceano –, deram conta das iniciativas em curso para que esse projeto, de vincado cariz turístico e empresarial, possa ser uma realidade a curto prazo.

Esse tal Portugal Náutico permitirá a promoção do país (e as suas cidades ou regiões) no contexto internacional, potenciando atividades ligadas ao mar que, entretanto, foram perdendo competitividade nesse âmbito.

Aproveitando a realização deste congresso, foi lançado o convite à Câmara Municipal para integrar este projeto em rede, tendo sido reconhecido pelos palestrantes “a força da marca Póvoa de Varzim no contexto internacional”.

3º Painel: Saúde pública nas empresas

Representantes do ACES – Agrupamento de Centros de Saúde da Póvoa de Varzim e Vila do Conde assinaram os conteúdos do terceiro painel do dia, materializando um conjunto de informações relevantes sobre Saúde Pública nas Empresas.

Uma temática pertinente até porque, tal como sublinhou Luís Castro, Delegado Coordenador do ACES destes dois concelhos, “grande parte do nosso tempo é passado no local onde trabalhamos”.

Nesse sentido, aspetos relacionados com a prevenção de riscos e com o controlo de doenças profissionais, assumiram protagonismo ao longo de intervenções que serviram também para a divulgação de dados comparativos entre o cenário local e nacional.
Nesse patamar, destaque, pela positiva, para a menor taxa de comportamentos de risco, tais como o consumo de tabaco, o excesso de peso e o consumo de álcool e drogas.

2º Painel: Indústria 4.0. – O Caminho de Uma Nova Industrialização

A Indústria 4.0 ou a nova Revolução Industrial. Foi esta a temática que demonstrou, de forma inequívoca, que o tratamento de dados é, no tempo presente, fundamental para o reforço da competitividade das empresas.

António Bob Santos, administrador da Agência Nacional de Inovação, lançou o contexto desta reflexão que teve o testemunho direto e experimentado de especialistas em cenários reais e com cargos de relevo em empresas de projeção nacional e internacional.

Miguel Oliveira (Edigma), Michel de Amorim (Appsizing), Paulo Pires (Cooprofar) e António Silva Amaral (Siemens) evidenciaram os desafios inerentes a esta nova era digital, demonstrando, com exemplos concretos, a revolução silenciosa em curso, abrangendo, de forma transversal, todas as áreas de negócio.
Das novas ferramentas de Marketing, ao controlo digital e à automação de procedimentos, o uso e o reconhecimento das novas tecnologias surgem, nos dias de hoje, como formas de combate a barreiras que, num passado nada longínquo, pareciam intransponíveis – sendo a localização geográfica das empresas um dos mais visíveis exemplos dessa alteração de paradigma.